- Bom dia compadre!
- Bom dia!
- Me conta, como foi a chuva por lá?
- Bah, compadre! Foi coisa feia de mais. Muito granizo. Perdi toda minha lavoura de fumo.
- Que coisa mais triste compadre! Eu por aqui tive um prejuízo danado, perdi minha lavoura de milho e mais a granja dos frangos, que ficou toda furada. Morreram pra mais de mil pintos.
- O estrago foi muito feio, compadre...
- É! Com tanta tecnologia, e nos ainda dependendo da sorte para mantermos nossas culturas.
- E quem é que pode contra a natureza, compadre? Não viu lá nos Estados Unidos, país rico, cheio de recursos, o estrago que deu?
- O amigo tem razão, contra as forças de Deus não há tecnologia que dê jeito!
- E por falar em tecnologia, o amigo sabia que a Chiquinha, filha do compadre Anselmo, engravidou?
- Não sabia não, compadre! Mas como?! A guria não tinha nem namorado!
- E não tinha mesmo.
- Então como é que foi pegar barriga, ora?
- Compadre Anselmo me disse que foi esta tal de internet!
- Ué! Mas pode?
- Acho que sim. Esta internet é poderosa! Noutro dia ouvi no rádio que lá em São Paulo roubaram até um banco...
- Pois eu ouvi também...
- E se assaltaram um banco, como não haveriam de fazer um filho que é coisa muito mais simples?
- É compadre... Acho que é possível mesmo!
- A Maria, minha esposa, queria porque queria que eu comprasse pra nós, um destes computadores, mas acho que não vou comprá-lo não, vai que ela também engravide e nasça por lá um guri com os olhinhos puxados? Como é que eu vou explicar para os vizinhos?
- É! Vai ser difícil explicar mesmo.
- É melhor nos vivermos na ignorância do que mal falados!
- Ah, isto é verdade.
- Até mais ver, compadre!
- Até mais ver!
Sérgio Luís da Silva Vargas
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