Fora bem recebido como tantos outros,
Afinal: cavalo dado não se olha os dentes!
Posicionei-o num canto da sala reduzida.
Ocupava muito espaço.
Nunca questionei sua utilidade.
Vez por outra era espanado, igual a qualquer outro móvel da casa.
Foi ficando ali. Apesar dos narizes torcidos das visitas.
Dia desses percebi-o meio tristonho, destoando da mobília.
Não demorou muito ele decidiu se rebelar:
Reposicionou quadros, revirou livros e por último, cagou sobre a mesinha de centro.
Vi que já era hora.
Propositadamente esqueci a porta aberta.
Hoje está lá:
Um velho elefante branco em destaque no Bric da Redenção.
Sérgio Luís da Silva Vargas
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