- Ô Sandoval?
- O que é... Vivente?
- Tu sabias que Porto Alegre antigamente era iluminada com óleo de baleia?
- Que que é?
- É isso mesmo! As ruas do centro da capital tinham suas lamparinas alimentadas com azeite de baleia.
- Que coisa mais estranha. E será que clareava alguma coisa?
- Ah, isto eu não sei te dizer. Talvez fosse algo meio que lusco-fusco.
- Se bem que naquele tempo não se tinha muitas ruas iluminadas e qualquer claridade já era grande coisa.
- Pois é.
- Imagine só o fedorão que devia ser...
- Será? Nunca cheirei azeite de baleia!
- Nem eu... mas que azeite queimado fede, fede!
- Falar nisso vivente, o consumo de energia elétrica lá em casa no mês passado foi algo babilônico.
- Lá em casa não foi diferente. Gastei os tubos também, e o pior é que foi muito mal usada. Os guris ligam tudo que é lâmpada, e se enfiam debaixo do chuveiro por horas a fio, sem dó nem piedade.
- Os meus também. E a mulher que todos os dias usa aquele maldito secador de cabelos?
- Bah, secador de cabelo consome uma luz desgramada!
- E eu não sei?
- Tchê, mas sabe que tu me deste uma grande idéia?
- Que idéia Sandoval?
- Vou por lá em casa umas lamparinas.
- Não me diga que vais usar óleo de baleia também?
- É claro que não. A Sofia, minha mulher, vive me enchendo o saco e...
- E o que Sandoval?
- Pois bem. Vou unir o útil ao agradável.
- Como assim?
- Vou autorizar-la a fazer aquela droga de lipoaspiração que ela tanto quer, mas ela que me traga de volta toda a graxa que render.
- Bah! Vais ter combustível por muito tempo.
Sérgio Luís da Silva Vargas
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